Cloud computing – Uma tendência para a computação

por Marcos Nonaka*

Em um artigo anterior falei um pouco do que seria a nova era computacional, mais precisamente sobre as evoluções que tivemos em termos de comportamento das fabricantes de softwares para computadores.

Essa nova era é bastante marcada pela influência do usuário. Está certo que este esteve sempre envolvido, mesmo que indiretamente, mas caminhamos para uma interdependência muito mais ampla com os desenvolvedores, através da popularização da internet de alto desempenho e da utilização de ferramentas e serviços online, Cloud computing.

A ideia sobre Cloud computing (computação em nuvens ou nuvem computacional) se baseia na relação entre um centro de dados, com acesso disponível em qualquer terminal ligado à internet, e o usuário. Em outras palavras, se trata de um serviço robusto onde pode-se usufruir de ferramentas online, sem a necessidade de baixar e instalar nada em seu computador. O conceito é “fazer” e armazenar tudo na própria Web.

Observe, que tanto o cliente quanto a rede tem acesso ao banco de dados (Créditos de imagem: HowStuffWorks)

Isso já é uma realidade, porém pouco conhecida do público comum, mesmo utilizando de jogos, aplicativos para escritório e até serviços de armazenamento virtual, tudo de forma online. E a ideia partiu justamente dessa grande oferta, e demanda, de serviços existentes hoje na internet.

Uma Cloud computing oferece uma gama de serviços em “um só lugar”, ou num único provedor. O Windows Live, da Microsoft, é um exemplo atual. Através de uma única conta, o usuário tem acesso as mais diversas ferramentas, como armazenamento de arquivos, Messenger, agenda, álbum de fotos, correio eletrônico e até um aplicativo para criar vídeos. Aparentemente serviços simples, porém, aplicativos mais aprimorados e com maior poder de utilização estão surgindo com investimentos nesse setor, também por parte de outras corporações.

O Google, maior empresa do mundo em valor de mercado, é uma das que já seguem essa tendência, inclusive no sistema operacional que está desenvolvendo. Em nossa análise feita sobre o anúncio oficial do Chrome OS, destacamos justamente o fato de ele ser baseado em Cloud computing. Isso fará com que os computadores, netbooks no caso, não necessitem de tanto hardware, mas em compensação ainda não se sabe qual será o custo para o usuário sobre a utilização da nuvem oferecida pelo Google.

Windows Live – Uma pequena noção atual sobre computação em nuvens

Depender de empresas que prestarão esse serviço e irão armazenar os seus dados, pode mesmo ser uma desvantagem desse sistema, pois não se sabe como as informações poderão ser tratadas. Para isso esperamos contar com boas políticas de privacidade e fiscalização. Sobre o custo, é bem provável que os serviços de Cloud computing sejam gratuitos para o usuário e remunerados através de publicidade online.

A grande vantagem seria mesmo a simplificação na parte de máquina, reduzindo os investimentos na hora de adquirir um computador. Outras que também devemos considerar são, a “portabilidade” para acessar os seus dados de qualquer aparelho conectado a internet e a eliminação de boa parte dos downloads e instalações de softwares, que são lá uma dor de cabeça para alguns usuários. Portanto, a computação em nuvens, que é uma ideia nem tão nova assim, veio mesmo para ficar. Mas antes de dizer que irá dominar, relembro que toda iniciativa tem suas dificuldades e resistências. Assim como ocorreu nos surgimentos do telefone, da televisão e até mesmo, da própria internet.

* Marcos Nonaka é editor, redator e escreve para a coluna de tecnologia e informática

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