Desfragmentação – Otimizando os arquivos armazenados

por Marcos Nonaka*

defragsb9No artigo anterior falamos um pouco sobre o processo de gravação de arquivos em clusters e do melhor aproveitamento do espaço em disco. Hoje falarei sobre como esses arquivos são requisitados pela máquina e como melhorar a leitura do HD.

Um computador segue basicamente três princípios no tratamento das informações: a leitura, o processamento e a gravação (confira um pouco sobre processamento aqui e sobre gravação aqui). Como dissemos anteriormente em outro artigo, para que haja o processamento de informações, uma requisição de dados é feita pelo núcleo. Ela acontece por meio de blocos, do disco rígido para a memória RAM, ou seja, um conjunto de instruções é enviado e não somente a informação solicitada. Muitas vezes, quando isso ocorre, a leitura é demorada, devido os arquivos necessários terem sido gravados no disco de forma desordenada.

Na tentativa do sistema de aproveitar o máximo de espaço disponível, “lacunas” de gravação são preenchidas no HD com outros arquivos, o que faz com que eles nem sempre sejam armazenados de forma contínua.

Obs.: “Lacunas” de gravação são espaços vazios, normalmente gerados quando se apaga um arquivo no disco.

A lentidão, dita anteriormente, é causada pelo deslocamento da cabeça leitora. Imagine um disco de vinil, onde metade de uma música foi gravada no início do disco e a outra metade no fim. Para que a música seja tocada completamente, é necessário que se mova a agulha (ou braço) do tocador até a outra parte. No HD isso ocorre automáticamente com os arquivos fragmentados (“repartidos” durante a gravação), mas causa um retardo, que poderia ser evitado ou reduzido, caso as informações necessárias estivessem próximas uma das outras.

Como interferir no processo de gravação do disco é algo dificultoso para o usuário, existem softwares que permitem organizar ou otimizar as informações armazenadas. São eles os desfragmentadores, cuja função é localizar arquivos segmentados e tentar reagrupá-los.

Praticamente, o que esses programas fazem é regravar os arquivos fragmentados em outros locais, para que as partes se unam, e os movem posteriormente para áreas contínuas do disco. Cada um utiliza uma lógica criada pelo seu desenvolvedor, e o mais conhecido dentre os softwares é o próprio “Desfragmentador de disco” que acompanha as versões Windows, mas existem outras boas opções como o Auslogics Disk Defrag, que também dá nome à empresa desenvolvedora e é gratuito.

Auslogics Disk Defrag em funcionamento

Para entender melhor por que alguns arquivos são fragmentados durante a gravação, elaboramos um exemplo.

Vamos supor que você grave no disco três arquivos e cada um ocupe, consecutivamente, um bloco. Logo em seguida, você apaga o segundo arquivo e grava um quarto, que necessita de 3 blocos. Pela lógica de aproveitamento de espaço em disco, esse quarto arquivo começaria a ser gravado onde estava o anterior, que foi apagado. Portanto, ocuparia um bloco entre os arquivos 1 e 3, e mais dois blocos, que seriam gravados após o terceiro arquivo. Ou seja, o arquivo de número 4 estaria fragmentado no disco.

A fragmentação não causa problemas na leitura de informações, porém, como explicamos, pode trazer lentidão, uma vez que os computadores quando utilizados gravam novos arquivos o tempo todo.

O ideal é que se faça uma desfragmentação dos HDs, pelo menos, a cada 4 ou 6 meses de utilização. Dependendo do grau de uso do computador e do número de usuários numa mesma máquina. Não é recomendado períodos inferiores a esses, pois muitos fabricantes alegam que poderia danificar o HD. Eu particularmente, nunca soube de nenhum caso em que isso tenha ocorrido. Mas, na dúvida, siga mesmo a orientação do fabricante.

* Marcos Nonaka é editor, redator e escreve para a coluna de tecnologia e informática

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