Análise: ESPECIAL Chrome OS

por Marcos Nonaka*

Esta semana o Google apresentou e disponibilizou para a comunidade o código de seu sistema operacional, o Chrome OS.

chromeos_sample_540x304Menu “Iniciar” – Prévia do sistema operacional anunciado pelo Google (Créditos de imagem: Gizmodo)

Homônimo ao navegador de internet também criado pela empresa, o Chrome OS terá enfoque na nuvem (conjunto de serviços desenvolvidos e disponíveis na Web), que é uma tendência atual para a utilização de novos recursos computacionais.

O Google aposta justamente na popularização da internet para o sucesso de seu sistema, uma vez que pretende eliminar boa parte dos downloads. Todos os dados serão hospedados automaticamente na nuvem ou em servidores externos, mas estarão ocultos no hardware interno da máquina para melhorar o desempenho. Na maioria dos casos, bastará o usuário se conectar ao aplicativo para utilizá-lo e obter atualizações, sem ter o trabalho de baixar e instalar nada para isso.

A distribuição do sistema ocorrerá primeiramente em netbooks e está prevista para o final de 2010. O grande entrave poderá ser mesmo a necessidade de possuir conexão com a internet, e se possível contar com uma banda larga.

Google Chrome – caso de sucesso entre as melhores marcas de navegadores Web

Muito se especula sobre o sistema operacional da empresa de Mountain View (Estados Unidos), que poderá quebrar a hegemonia da Microsoft no setor ou fortalecer o sistema Linux, de Linus Torvalds. Mas é bem provável que nenhuma dessas hipóteses aconteça, pelo menos não de imediato, como esperam alguns adeptos da comunidade Open-Source.

Isso porque ainda não se tem muitas informações e não se sabe o que esperar desse novo SO. O que ele oferecerá em termos de suporte às plataformas existentes, online ou não, é algo realmente desconhecido para todos, já que dependerão de iniciativas de fabricantes de hardwares e também de softwares para criar drivers e versões compatíveis de seus produtos. Apesar de que a ideia original não é permitir a instalação local de programas, de acordo com o anúncio feito no último dia 19.

A proposta do Google inicialmente parece estar em fornecer uma boa opção para aquele usuário que vive conectado e utiliza bastante de recursos e aplicativos Web, até mesmo para saber como será a aceitação da comunidade antes de se investir pesado em um novo projeto. Se consolidado no mercado, pode ser que chame a atenção de interesses corporativos e passe a ser desenvolvido também para o uso em empresas, que é o ponto forte e a grande fonte de renda da Microsoft, atual líder no segmento.

Aproveite para participar de nossa enquete sobre o assunto, logo abaixo.

* Marcos Nonaka é editor, redator e escreve para a coluna de tecnologia e informática

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