O LED está em todas

Tecnologia está na base do monitor mais fino do mundo, além de ser ecologicamente correta

Monitores ultrafinos devem reluzir nas prateleiras da Consumer Eletronics Show (CES), uma das mais significativas feiras tecnológicas do mundo, que vai de hoje a domingo, em Las Vegas. A estrela por trás da corrida pelo monitor mais fino do mundo se chama LED. A LG já anunciou uma tela de 42 polegadas, com apenas 2,6mm de espessura. A peça tem resolução de 1.080 pixels e pesa 3,6 kg. Mas a capacidade de gerar displays incrivelmente finos não é a única grande sacada dos diodos emissores de luzes.

É uma tecnologia que emite menos carbono, dispensa metais pesados como o mercúrio e o chumbo, utiliza componentes recicláveis e consome menos energia. Se sustentabilidade deve se firmar como palavra de ordem a partir da década que começa, os LEDs têm tudo para, como dizem alguns, nadar de braçada. Os pequenos LEDs já apresentam usos diversificados e sua adoção em larga escala, garantem os defensores, pode demorar menos do que supomos.

Vale um passeio em qualquer loja de eletrônicos. É bem provável que a nitidez e contraste das TVs de LED chamem sua atenção imediatamente. Isso para não falar da espessura assustadoramente fina dos aparelhos. E aí é bom estar atento. Por enquanto, duas desenvolvedoras já colocaram produtos do tipo nas prateleiras – a Samsung e a LG.

Na prática, o contraste fenomenal dos novos aparelhos é possível porque eles funcionam como uma TV de plasma (conhecidas por aquela qualidade), porém utilizam uma tela de cristal líquido. Acontece que as TVs de LCD trabalham com uma única fonte luminosa – por isso o preto absoluto é tão difícil de conseguir. Em contrapartida, os aparelhos de plasma têm fontes individuais de iluminação, microcélulas que reagem aos estímulos elétricos. Nas LED TVS, também chamadas de LCD de LED, o que há é o mesmo esquema do plasma, mas a iluminação é feita com LEDs, incidindo no cristal. Assim, tempo de resposta e contraste (o melhor de cada uma das tecnologias anteriores) coexistem apenas, por enquanto, nos novos aparelhos de LED.

O modelo com preço menos exorbitante encontrado no mercado é o aparelho de 40 polegadas da Samsung, que sai até por R$ 6 mil. Todos eles são Full HD, o que significa que estão prontos para o máximo de qualidade de imagens digitais – o que vale para a TV Digital, para o Blu-Ray e para os vídeos em alta definição baixados da internet. Alguns aparelhos se conectam ao YouTube, a maioria tem entrada USB, permitindo a conexão de pendrives para tocar vídeos nos mais variados formatos. Também é possível, no caso da LG, por exemplo, espetar um HD externo e gravar a programação, um recurso realmente bacana.

As outras desenvolvedoras fazem mistério com relação aos lançamentos de modelos do tipo por aqui. No mercado internacional, a popularização caminha no mesmo ritmo. A Sony até lançou alguns modelos no mercado brasileiro no último ano, mas, de acordo com a assessoria de imprensa da empresa, as TVs saíram de comercialização, por conta do comportamento pouco receptivo do mercado na ocasião. “Diante das tecnologias existentes, os LEDs estão bem à frente, em termos de qualidade. As TVs economizam até 40% de energia, essa também é uma grande vantagem”, diz Rafael Cintra, da Samsung.

ENERGIA SOLAR A iluminação pública é a próxima fronteira. Enquanto grandes painéis luminosos de cidades como Tóquio e Nova York já entenderam que os LEDs são a melhor opção, por aqui, essa história ainda está em fase de testes, de acordo com Roberto Mallard, diretor da Revolight, empresa de BH que produz luminárias de LED. Segundo Mallard, a Cemig já realiza testes com algumas das lâmpadas que podem ser usadas em postes. Na iluminação pública, a economia poderia chegar e 60% do que é gasto atualmente. “Em casa, a substituição das lâmpadas pode economizar até 90%.” As lâmpadas de LED estão à venda, em lojas especializadas, por cerca de R$ 50.

Além de durarem mais (e todas as outras qualidades técnicas ecologicamente corretas), as lâmpadas de LED são afeitas à energia solar, como explica Mallard: “Temos um poste funcionando com energia solar. É adequado por conta do baixo consumo de energia. O painel solar é muito caro; se colocarmos uma lâmpada de alto consumo, mais painéis se fariam necessários”.

E O OLED?

Basta uma vogal na frente para mudar quase tudo. Os Oleds são LEDs orgânicos, baseados em carbono. O material emite luz própria. Como não precisa de filtros para mudar as cores (como displays de cristal líquido, indispensáveis a seu parceiro não orgânico), seria mais eficiente, fácil de fazer e mais fino. Assim, se presta a experiências como as do papel digital. Criada nos anos 1980 pela Kodak, a tecnologia ainda desperta desconfiança quanto à durabilidade da luminosidade.

COMO FUNCIONA

O componente mais importante de um LED é o chip semicondutor responsável pela geração de luz. É ali que ocorre o movimento dos elétrons que dará origem à luz. Com dimensões muito reduzidas, se ajustam facilmente em circuitos elétricos. Diferentemente de lâmpadas incandescentes comuns, não têm filamentos que se queimam e não ficam muito quentes.

* Frederico Bottrel – Estado de Minas

Publicação: 07/01/2010 11:09 Atualização: 07/01/2010 11:19

Um comentário em “O LED está em todas

  1. Maravilhas . Informações técnicas de alta relevância para os adeptos das inovações , como eu. Gostei também de relembrar bons tempos do Atari, onde a emoção se deixava levar pelas aventuras proporcionadas por jogos como River Raid, Pac Man, Demon e tantos outros da época . Parabéns!
    Fiquei fã .

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