Retrospectiva política 2009

E aí, pessoal. Nesse período em que Deputados, Senadores, Vereadores, enfim, nossos representantes entram em recesso, não há muito o que se falar sobre política, além do que já se discutia anteriormente. Então vamos relembrar alguns fatos que marcaram o ano de 2009 na política nacional.

Antecipação da discussão sobre as eleições presidenciais 2010

Primeiro a senadora Marina Silva trocou o PT pelo PV, apontando para ser candidata à Presidência da República. Em seguida, o deputado Ciro Gomes (PSB-CE) se assanha para disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Rival de Serra no PSDB, o governador mineiro, Aécio Neves, desistiu de postular a indicação do partido para concorrer ao Palácio do Planalto em 2010. O anúncio foi feito no Palácio da Liberdade no dia 17 de dezembro. Apesar da desistência, Aécio deixa a porta aberta para integrar a vice numa chapa com José Serra, cargo sonhado pelo Democratas.

Ao mesmo tempo e com a ajuda de peemedebistas mineiros e paulistas, tenta entrar na base do partido cujo presidente licenciado, Michel Temer, é o mais cotado para ser candidato a vice na chapa de Dilma. Se a aliança PT-PMDB, arquitetada neste ano, se confirmar praticamente dobra o tempo de TV da petista em relação ao tucano no horário eleitoral gratuito.

Farra das passagens aéreas no Congresso

Dia após dia Câmara e Senado descobriam parlamentares que usavam passagens aéreas indiscriminadamente. Uns investiam os recursos no aluguel de jatinhos. Outros davam carona a parentes, amigos e amigos dos amigos para destinos no Brasil e no exterior. Havia também quem revendesse passagens de sua cota para fazer caixa. O resultado: perdão geral para os beneficiários da farra.

Cassações de mandatos na Justiça

Nunca antes na história democrática deste país tantos governadores perderam seus mandatos no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acusados de uso da máquina e de compra de votos, em apenas um ano.

Decisões desse tipo atingiram o tucano Cássio Cunha Lima, da Paraíba, o pedetista Jackson Lago, do Maranhão, e o peemedebista Marcelo Miranda, do Tocantins. O governador de Rondônia, Ivo Cassol (PR) também teve o mandato cassado, mas um pedido de vista do Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a definição do caso.

Os governadores de Sergipe, Marcelo Déda (PT), e de Roraima, José de Anchieta Júnior (PSDB), ainda devem ser julgados.

Castelogate e notas frias

Este ano não é o primeiro em que surge um escândalo envolvendo notas frias no Congresso, mas nunca antes houve denúncia de que um parlamentar tivesse se valido desse expediente para montar um castelo nada medieval dentro do próprio país.

O deputado Edmar Moreira, então no DEM e corregedor da Câmara, admitiu em fevereiro ser dono de uma construção desse tipo em São João Nepomuceno, interior de Minas Gerais, avaliada em mais de R$ 20 milhões e não declarada no seu nome.

Mar de lama no Senado

Eis que em março surgem denúncias contra dois diretores do Senado indicados por Sarney. O diretor-geral Agaciel Maia não registrou em cartório uma casa avaliada em R$ 5 milhões. Diretor de Recursos Humanos, João Carlos Zoghbi foi acusado de ceder um apartamento funcional a parentes que não trabalhavam no Congresso. Estava detonada a crise.

Pouco depois, nova denúncia mostra que mais de 3.000 funcionários da Casa receberam horas extras ao longo do recesso parlamentar de janeiro. Em março, a senadora Roseana Sarney (PMDB-MA), líder do governo no Congresso, foi acusada de usar parte de sua cota de passagens para bancar viagens de sete parentes, amigos e empresários do Maranhão para Brasília.

Ao mesmo tempo, surgiam denúncias de que senadores se envolveram na farra das passagens aéreas. Sarney, que desconfiava da influência de Viana nas denúncias, não lamentou quando jornais publicaram que uma filha do senador acreano usou indevidamente um celular pago pelo Senado enquanto passava suas férias no México.

O ataque que centrou a crise em Sarney veio em dia 10 de junho, após um levantamento de técnicos do Senado denunciar a existência dos chamados atos secretos, incluindo um que beneficiava um neto do presidente da Casa.

Panetonegate no Distrito Federal

Pelo menos 30 vídeos de fartas e pornográficas imagens de corrupção no governo do Distrito Federal revoltaram o país em novembro, depois de o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa divulgar imagens que comprometem o governador José Roberto Arruda, seu vice, Paulo Octávio, e grande parte da sua base aliada na Câmara Legislativa.

O esquema se baseava no favorecimento a empresas em licitações do governo. Propinas eram pagas, segundo a PF, e divididas entre Arruda, Octávio, parlamentares distritais, dirigentes de partidos e outros empresários.

Flagrado em um dos vídeos recebendo um pacote de Barbosa, Arruda afirmou que os cerca de R$ 50 mil em dinheiro vivo serviriam para compra de panetones e brindes de Natal para crianças pobres de Brasília e que o filme teria sido feito ainda durante a última campanha eleitoral de 2006.

Fontes: Uol Notícias

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